domingo, 16 de novembro de 2014

Só para escrever poesias,
Para escrevê-las é que minhas mãos servem agora.
Talvez sem prelúdio vê-las
O que em parte levou tudo embora.
Por entre estes dedos,
Por entre meus desvelos,
Por entre meu ser falho.
Como dizer que perdi sem perder,
Se tudo isso em mim é forte?
Porém, Deus que tudo sabe me fará aguentar,
Melhorar, ou a morte.
(Em 24.07.2005)

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