Esses questionamentos que matam minha mente
Que quando tornam me abstraem da beleza de respirar
Qual seria o gosto de observar tudo de longe?
Mas o tempo é permanente
E não nos permite voar.
E se por um dia a dor sumisse?
Como seria viver cético, frívolo e constante?
E se só por um minuto meu chão não caísse?
E se eu ficasse te olhando distante?
Passaria uma brisa em mim sem eu sentir uma vez?
Como será o coma que nos induz à morte?
Viver seria um momento de estupidez
Ou esse tormento seria mesmo a sorte?
Quantos pais já tivemos?
Quantos sonhos que não lembramos mais?
Seria possível andarmos a esmo
E acabar barrando em seres iguais?
Se existe uma metade de nós em qualquer lugar
Nesse mundo tão grande, Meu Deus, onde procurar?
Se existe respostas para todas as perguntas que graça teria amar?