sábado, 4 de dezembro de 2010

Desesperança

Já nem sei o que acontece finalmente...
Desejo e desprezo, sorrio e choro
sabendo ser humilde imploro,
prefiro nada ter à mente.
Igualmente abatida sem perdoar minha destreza
consumo em mim o bem que escarnecido tenho
me apego a dor, construo e venho
sempre a chorar e a cair com certeza.
O que me abatia me faz por mais feliz,
o trivial que inevitável foi, joguei-o;
adorei morrer, sim, para o alheio
odiei viver por tudo que fiz.

(Escrita em 18/10/04)