Já nem sei o que acontece finalmente...
Desejo e desprezo, sorrio e choro
sabendo ser humilde imploro,
prefiro nada ter à mente.
Igualmente abatida sem perdoar minha destreza
consumo em mim o bem que escarnecido tenho
me apego a dor, construo e venho
sempre a chorar e a cair com certeza.
O que me abatia me faz por mais feliz,
o trivial que inevitável foi, joguei-o;
adorei morrer, sim, para o alheio
odiei viver por tudo que fiz.
(Escrita em 18/10/04)
sábado, 4 de dezembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Loucura corpórea
Me fura, me cinge, me rege, eu mereço.
Porque entre a crença e o pecado
entre o tesão e o avesso
o amor fez do meu corpo um ocaso
e de existir sem pensar, a loucura é apenas o começo.
Porque entre a crença e o pecado
entre o tesão e o avesso
o amor fez do meu corpo um ocaso
e de existir sem pensar, a loucura é apenas o começo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Os raios da minha morenice
Lá se vai o sol da minha terra,
Que brilhou em mim com vontade,
Que bisbilhotou as mais belas cenas,
Que cingiu de graça, realeza e lealdade
A mulher que o admirava apenas.
Vai, vai para longe, meu apreço.
Fico a te esperar como num poço de ciúme.
Tremendo de frio pela lua sem graça
Admira você me causar esse costume
Pela mesma efêmera que te ama e não disfarça.
Leva os raios que me possuem,
A causar inveja na cor da minha pele
As brancas que me perdoem, mas ele me abraça
De maneira que se te expor ele mesmo confere
Com a tez que te brotará e que tenho de graça.
Lá se vai o sol que me aferra,
E que fugiu de mim sem dizer adeus.
Mas ele volta copioso e sorridente
Para esquentar meu corpo e encostar os lábios nos meus.
Ele que não me tente.
E ficou essa, minha terra.
Sem brilho, sem choro, sem alegria.
E olhou para mim com raios de desafogo
Criou comigo agora uma tonta nostalgia
Dormirei para amar tudo isso de novo.
Que brilhou em mim com vontade,
Que bisbilhotou as mais belas cenas,
Que cingiu de graça, realeza e lealdade
A mulher que o admirava apenas.
Vai, vai para longe, meu apreço.
Fico a te esperar como num poço de ciúme.
Tremendo de frio pela lua sem graça
Admira você me causar esse costume
Pela mesma efêmera que te ama e não disfarça.
Leva os raios que me possuem,
A causar inveja na cor da minha pele
As brancas que me perdoem, mas ele me abraça
De maneira que se te expor ele mesmo confere
Com a tez que te brotará e que tenho de graça.
Lá se vai o sol que me aferra,
E que fugiu de mim sem dizer adeus.
Mas ele volta copioso e sorridente
Para esquentar meu corpo e encostar os lábios nos meus.
Ele que não me tente.
E ficou essa, minha terra.
Sem brilho, sem choro, sem alegria.
E olhou para mim com raios de desafogo
Criou comigo agora uma tonta nostalgia
Dormirei para amar tudo isso de novo.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Cinza
Quando a dor cair em ti e te superar,
Num ciclo tão sem saída que te cansa,
Quando sentires dores ao gritar
Chorarás à vinda de uma bonança.
Quando nem teu braço forte te fez fortalecer,
Numa vida sem cores e sem esmero
Quando puxares o ar para não morrer
Chorarás de amor um dia, espero.
Num ciclo tão sem saída que te cansa,
Quando sentires dores ao gritar
Chorarás à vinda de uma bonança.
Quando nem teu braço forte te fez fortalecer,
Numa vida sem cores e sem esmero
Quando puxares o ar para não morrer
Chorarás de amor um dia, espero.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Eu não escrevo mais.
De verdade me peguei naquele pensamento: De que adianta?
E percebi que eu não teria a mesma paz
Se eu não for escrevendo
O que eu não fui quando criança.
O fugir de si é o sublime das palavras,
Como uma chuva fria no chão de terra.
Se eu não for escrevendo
O que eu não fui quando jovem
Me enterra.
Porque estar em outro mundo é que cria histórias
E eu pensei que não seria benemerente contá-las
Se eu não for escrevendo
O que não fui quando idosa
Melhor deixá-las.
O gosto de preencher uma imaginação
Uma vida,
Um sorriso,
Uma dor.
Se escrevendo eu não tiver amor
Morri.
De verdade me peguei naquele pensamento: De que adianta?
E percebi que eu não teria a mesma paz
Se eu não for escrevendo
O que eu não fui quando criança.
O fugir de si é o sublime das palavras,
Como uma chuva fria no chão de terra.
Se eu não for escrevendo
O que eu não fui quando jovem
Me enterra.
Porque estar em outro mundo é que cria histórias
E eu pensei que não seria benemerente contá-las
Se eu não for escrevendo
O que não fui quando idosa
Melhor deixá-las.
O gosto de preencher uma imaginação
Uma vida,
Um sorriso,
Uma dor.
Se escrevendo eu não tiver amor
Morri.
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