Por diversas vezes olhar o mar do alto tem sido uma tortura. O não saber onde acaba gera uma angústia na alma. Quantos de nós já paramos para perguntar como será do outro lado?
As noites violentas de quebradas bruscas retiram do nosso pensamento o marasmo, a sensação de tranqüilidade que sempre nos incutiram. “o mar é feio” é o único que me vem (e bem contraditório, diga-se).
Ora, se o mar é feio a vida também é. Não seria a vida apenas uma hipérbole dos movimentos sincronizados das gotas do oceano? Porque hora estamos leves e coloridos, hora um furor ressaca nosso cotidiano.
Também, quantos outros não pensaram que o misto de cores “molhadas” estão apenas criando uma distância entre nós? Entre tantas pessoas.
No fim tudo é mais simples. Se pararmos para fazer analogias teríamos um trabalho horizontal (como o feito aqui) e um vertical (sim, uma profundeza complexa) e bem sabemos: por mais que tudo venha e volte, às vezes nem volte mais, desapareça, a cor que prevalece na ponta é o branco, e por mais que nunca enxerguemos, para todos os lados tudo tem um fim raso onde podemos sorrir depois de molhar os pés, onde todo mundo pode (e vai) chegar.
(Em homenagem a Michael Jackson)
sábado, 27 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Hino Trágico Pernambucano.
Ouviram do Recife um choro trágico,
De um mancebo que foi embora pra Sergipe
E o sol sem liberdade em raios tímidos
Pedia para o céu que não caísse
Professores, que desigualdade!
Que mal havia em ficar na terra forte?
Se no teu seio, só tem saudade
Melhor fora entregar o peito mesmo à morte.
E quem afaga,
Oh triste mágoa,
Alguém me salve!
Recife um sonho eterno, serás ídolo
De um povo que te abraça apertado
E mesmo vendo a coisa sempre ganhando
É o Náutico que brilha ao teu lado.
Mas se lanças os filhos teus à própria sorte
Verás como é ruim tua conduta,
Nem ouve o choro mórbido pra que conforte
Terra Adorada!
Entre outras vinte e sete
És tu Recife a capital amada
E os filhos que brotaram deste sonho viril
Escolham Recife como seu Brasil.
De um mancebo que foi embora pra Sergipe
E o sol sem liberdade em raios tímidos
Pedia para o céu que não caísse
Professores, que desigualdade!
Que mal havia em ficar na terra forte?
Se no teu seio, só tem saudade
Melhor fora entregar o peito mesmo à morte.
E quem afaga,
Oh triste mágoa,
Alguém me salve!
Recife um sonho eterno, serás ídolo
De um povo que te abraça apertado
E mesmo vendo a coisa sempre ganhando
É o Náutico que brilha ao teu lado.
Mas se lanças os filhos teus à própria sorte
Verás como é ruim tua conduta,
Nem ouve o choro mórbido pra que conforte
Terra Adorada!
Entre outras vinte e sete
És tu Recife a capital amada
E os filhos que brotaram deste sonho viril
Escolham Recife como seu Brasil.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Quantas vezes me perdi no tempo e nesse meio tempo me encontrei?
Quantas vezes preciso me encontrar para perder muitas coisas que estão em mim sem mesmo desejá-las?
A maturidade,
O raciocínio,
O pragmatismo.
Dignas de uma vida adulta. Mas quem quer ser adulto?
Só as crianças!
Não imaginam elas que seres tão pequenos têm a capacidade de sentir e viver cada momento em sua plenitude.
O amor...
Algumas palavras não descrevem o que o amor significa,
Alguns erros sim.
Algumas pessoas não sabem o que é o amor,
Eu sei.
Talvez nem soubesse que sabia,
Mas sempre soube.
Não por arrogância minha, mas sei que não é um algo e sim um tudo onde o algo está presente.
Somente quem ama explica,
Não com palavras, com fatos.
As vontades nem são ditas, são executadas. Nem sempre...
Amor é controverso.
Paixão? Não sei. Sei do melhor, sei do certo.
Ora, quem diria que os poetas morreriam de amor?
Suicidar-se não é vencer a si, é derrotar-se por já ter sido derrotado.
O amor sufoca.
Comer já não é algo mais em favor do nosso corpo.
Amor é alimento.
Deus? Sem comentários. (Continua no seu lugar, o primeiro lugar. Afinal não é a Este que pedimos,rogamos, blasfemamos, desobedecemos...?)
Amar enlouquece.
Pedir? Mencionei pedir? Errei.
O amor confunde.
O impulso toma conta.
Amor é mandamento.
De que coisas tenho eu juízo? Amo a Quem? Loucamente? Não sei...
Sei que sou poeta e sabiamente, morrerei de amor algum dia.
Quantas vezes preciso me encontrar para perder muitas coisas que estão em mim sem mesmo desejá-las?
A maturidade,
O raciocínio,
O pragmatismo.
Dignas de uma vida adulta. Mas quem quer ser adulto?
Só as crianças!
Não imaginam elas que seres tão pequenos têm a capacidade de sentir e viver cada momento em sua plenitude.
O amor...
Algumas palavras não descrevem o que o amor significa,
Alguns erros sim.
Algumas pessoas não sabem o que é o amor,
Eu sei.
Talvez nem soubesse que sabia,
Mas sempre soube.
Não por arrogância minha, mas sei que não é um algo e sim um tudo onde o algo está presente.
Somente quem ama explica,
Não com palavras, com fatos.
As vontades nem são ditas, são executadas. Nem sempre...
Amor é controverso.
Paixão? Não sei. Sei do melhor, sei do certo.
Ora, quem diria que os poetas morreriam de amor?
Suicidar-se não é vencer a si, é derrotar-se por já ter sido derrotado.
O amor sufoca.
Comer já não é algo mais em favor do nosso corpo.
Amor é alimento.
Deus? Sem comentários. (Continua no seu lugar, o primeiro lugar. Afinal não é a Este que pedimos,rogamos, blasfemamos, desobedecemos...?)
Amar enlouquece.
Pedir? Mencionei pedir? Errei.
O amor confunde.
O impulso toma conta.
Amor é mandamento.
De que coisas tenho eu juízo? Amo a Quem? Loucamente? Não sei...
Sei que sou poeta e sabiamente, morrerei de amor algum dia.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Só.
Não houvesse essa chuva complacente...
Que mais seria eu agora?
Enclausurada na dor que deveras sente
M'alma entre doces desabores
Prova hoje, no recôndito de minha mente
Que o que vivi outrora
Foi o pontapé de minhas tristezas de amores.
Que mais seria eu agora?
Enclausurada na dor que deveras sente
M'alma entre doces desabores
Prova hoje, no recôndito de minha mente
Que o que vivi outrora
Foi o pontapé de minhas tristezas de amores.
Sem Compreensão
Como se amontoassem os papéis
E sem sentimentos sentisse as palavras
Com rachaduras por entre os pés,
Por causas tolas e imaculadas,
Trocando amor por anéis
Chegou triste, saiu amargurada.
Claro, seria ignóbil não constatar veracidade
Mas nada daria, nada deu certo.
E talvez esse poço fundo e sem idade
Achou por bem afundar esse projeto.
Quantos planos, quantas fantasias?
Em cima de utopias vãs, todas vãs
Que outro meio teria senão explodir?
Ora, sem rima, sem acerto, sem nexo
E para onde iria essa poesia,
Esse ápice, esse sexo?
Criar limites, não tê-los é vão
E saber sacudir-se ao acordar
E tolamente ao dormir
Sair da cama, vacilar
Tropeçar em si
E cair no chão.
E sem sentimentos sentisse as palavras
Com rachaduras por entre os pés,
Por causas tolas e imaculadas,
Trocando amor por anéis
Chegou triste, saiu amargurada.
Claro, seria ignóbil não constatar veracidade
Mas nada daria, nada deu certo.
E talvez esse poço fundo e sem idade
Achou por bem afundar esse projeto.
Quantos planos, quantas fantasias?
Em cima de utopias vãs, todas vãs
Que outro meio teria senão explodir?
Ora, sem rima, sem acerto, sem nexo
E para onde iria essa poesia,
Esse ápice, esse sexo?
Criar limites, não tê-los é vão
E saber sacudir-se ao acordar
E tolamente ao dormir
Sair da cama, vacilar
Tropeçar em si
E cair no chão.
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