sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Em determinado momento, o que tem sido o tempo?

E com que autoridade podemos dizer que tudo nos satisfaz?

Porque quando dizemos que achamos é que realmente procuramos

E quando deixamos de procurar é porque não existe mais.

De uma vez, talvez o possível me atraísse,

E em nenhuma vez possivelmente o atrairei mais,

Porque o viver é que nos atrai para si

E de que adianta correr se o amor é que nos deixa em paz?

Se por tudo nesse afã nos deixamos bater, tropeçar

Por nada adiantaria sair, fugir.

Se o amor já vivi e já passou em minha vida.

Você será o homem que me fará continuar, seguir.

Essa inconstância faz nada de nós dois,

A poesia já se enfeiou sem nem ajudar,

De tanto achar, buscar, correr e ruir

Ainda não encontrei um motivo, mas insisto em ficar.