Lá se vai o sol da minha terra,
Que brilhou em mim com vontade,
Que bisbilhotou as mais belas cenas,
Que cingiu de graça, realeza e lealdade
A mulher que o admirava apenas.
Vai, vai para longe, meu apreço.
Fico a te esperar como num poço de ciúme.
Tremendo de frio pela lua sem graça
Admira você me causar esse costume
Pela mesma efêmera que te ama e não disfarça.
Leva os raios que me possuem,
A causar inveja na cor da minha pele
As brancas que me perdoem, mas ele me abraça
De maneira que se te expor ele mesmo confere
Com a tez que te brotará e que tenho de graça.
Lá se vai o sol que me aferra,
E que fugiu de mim sem dizer adeus.
Mas ele volta copioso e sorridente
Para esquentar meu corpo e encostar os lábios nos meus.
Ele que não me tente.
E ficou essa, minha terra.
Sem brilho, sem choro, sem alegria.
E olhou para mim com raios de desafogo
Criou comigo agora uma tonta nostalgia
Dormirei para amar tudo isso de novo.