Eu não escrevo mais.
De verdade me peguei naquele pensamento: De que adianta?
E percebi que eu não teria a mesma paz
Se eu não for escrevendo
O que eu não fui quando criança.
O fugir de si é o sublime das palavras,
Como uma chuva fria no chão de terra.
Se eu não for escrevendo
O que eu não fui quando jovem
Me enterra.
Porque estar em outro mundo é que cria histórias
E eu pensei que não seria benemerente contá-las
Se eu não for escrevendo
O que não fui quando idosa
Melhor deixá-las.
O gosto de preencher uma imaginação
Uma vida,
Um sorriso,
Uma dor.
Se escrevendo eu não tiver amor
Morri.